Nova lei e influenciadores: o que muda para marcas, agências e criadores em 2026

Trade Ads • 22 de janeiro de 2026

Em janeiro de 2026 passou a valer a Lei nº 15.325/2026 (sancionada em 6 de janeiro), que reconhece e regulamenta o exercício da profissão de “multimídia”. Na prática, ela enquadra a criação e a distribuição de conteúdo digital como atividade profissional quando há finalidade comercial.


O que a lei define (em linguagem de marketing)


A lei descreve o profissional multimídia como alguém (nível técnico ou superior) apto a atuar em criação, produção, captação, edição, planejamento, gestão, programação, publicação e distribuição de conteúdos (som, imagem, vídeo, texto, animação) em mídias eletrônicas e digitais. Também lista atribuições bem próximas do nosso dia a dia: sites/portais, redes sociais, interfaces digitais, animações, jogos e direção de conteúdo audiovisual.


O ponto central: não é sobre “censurar internet”. O foco é dar estrutura jurídica a um mercado que virou profissão, sem atingir quem posta por hobby ou sem objetivo econômico. E, apesar do debate público, a lei não entra no mérito de ética, desinformação ou impacto social — ela mira enquadramento profissional e segurança contratual.


O que muda, de verdade, nas campanhas com creators


  1. Contratos mais completos: entregas, formatos, prazos, exclusividade, aprovações, direito de uso de imagem e condições para impulsionamento do conteúdo.

  2. Documentação e rastreio: briefing formal, evidências de entrega (links/prints), UTMs/códigos e relatórios de performance.

  3. Formalização: a lei não “cria um imposto novo” sozinha, mas reforça o entendimento de atividade profissional — e isso tende a acelerar boas práticas de comprovação e organização da prestação de serviço.

Checklist prático para marcas e agências (Trade Ads)


  • Tenha um kit padrão: briefing + contrato + guia de marca + cronograma.

  • Defina usage rights: onde a marca pode repostar/impulsionar e por quanto tempo.

  • Amarre KPI e atribuição: o que é sucesso, como medir e qual janela de análise.

  • Crie um playbook de compliance: claims permitidos, políticas de plataforma e regras de publicidade (ex.: identificar conteúdo patrocinado), mesmo quando isso vier de outras normas e autorregulação.

Dica rápida: mapeie os creators recorrentes, crie uma tabela de entregas e organize um repositório com aprovações, arquivos e links de cada campanha.


Por que isso é oportunidade (e não só burocracia)



Creator marketing fica mais maduro quando vira processo: mais previsibilidade, menos retrabalho e mais proteção para marca e criador. Quem se adaptar primeiro vai contratar melhor, medir melhor e escalar com menos risco.


Quer padronizar seus contratos e montar um processo de creator marketing (
briefing → contratação → rastreio → relatório) já alinhado a 2026? Chame a Trade Ads e a gente estrutura isso com você.


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